A Teoria Crítica e o Agenda-Setting


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Teoria Crítica
Esta teoria teve como origem alguns investigadores provenientes da Escola de Frankfurt, em 1923. Tal como o nome indica, procura analisar de forma crítica a sociedade, mas tomando-a como um todo, sem fazer distinção entre grupos. Segundo esta teoria existe uma Indústria Cultural que manipula o indivíduo. A Indústria Cultural é algo que é apresentado, imposto, fabricado para ser consumido pelo receptor. O receptor não tem controlo, torna-se um mero objecto desta indústria: “o consumidor não é soberano, como a indústria cultural queria fazer querer, não é o seu sujeito, mas o seu objecto.”[1]

A indústria cultural faz crer, ao receptor, que as necessidades criadas por si, nascem do próprio. “A sociedade é sempre a vencedora e o indivíduo não passa de um fantoche manipulado[...]”.[2] O indivíduo por muito que queira libertar-se desta indústria, não consegue: os próprios tempos livres que este tem actualmente, são cópias, ou são baseados em produtos da própria indústria cultural. Esta teoria mostra assim, um lado muito passivo, muito impotente do receptor.

Agenda – Setting
A ideia desta teoria (muitos defendem ser mais uma hipótese do que uma teoria) consiste em dividir os assuntos da sociedade em agendas (política, pública e jornalística) que apresentadas ao público para este discutir. As assuntos são igualmente hierarquizados. O receptor pode assim escolher os assuntos que mais lhe interessam, e pensar sobre eles, já que os media não nos dizem como fazê-lo, dão-nos só os assuntos.

São os media que organizam a agenda, são eles que a hierarquizam, ao receptor resta-lhe aceitar essas regras, sendo o seu papel o de escolher as suas prioridades temáticas. Um bom exemplo para ilustrar como os media fazem essa hierarquização, é por exemplo imaginarmos uma campanha política onde os media dão mais destaque às acusações trocadas entre políticos rivais, deixando de noticiar em primeiro lugar as suas propostas eleitorais.

[1] Adorno, citado por Mauro Wolf in Teorias da Comunicação, pp.148 – Theodor Adorno foi um dos alunos da Escola de Frankfurt. Caracterizado pelo seu pensamento pessimista, foi um dos criadores da Teoria Crítica
[2] idem


3 comentários a “A Teoria Crítica e o Agenda-Setting”

  1. Anonymous rui 

    este texto ajudou-me num trabalho. continua a postar coisas.

  2. Anonymous luis santos 

    Zé,

    O "Atrium - Media e Cidadania" vai mudar.

    De agora em diante está aqui: http://www.atrium.wordpress.com

    Peço desculpa pelo transtorno.
    Obrigado.

    luis

  3. Anonymous Jana 

    Filosofia urgente! Parabéns! Finalmente um blog pensante! Adorno é o rei da tecitura de idéias mas tenho uma queda especial pelo pensamento dramático melancólico de Schopenhauer!
    \jana

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